O que poderia justificar uma mudança nesta escala se não algo enorme, frio, apavorante e pior do que tudo quae invísivel. Ou seja um iceberg.
Um dos candidatos seria a competição selvagem no mercado das privadas. Nos anos FHC a demanda por vagas universitárias no Brasil explodiu, criando expectativas de que o mercado seguiria crescendo a um ritmo muito acelerado por vários anos. Expectativas que atrairam muitos novos atores no mercado, faculdades pequenas, com professores despreparados, sem infra-estrutura, próxima dos alunos e baratas. Este é um argumento interessante, como poderiam faculdades com orçamentos microscópicos, tendo de investir em infra-estrutura competir com um gigante com orçamento de 200 milhões de reais/ano? O investimento em Marketing da Unisinos supera o orçamento de várias delas, sem contar o lastro financeiro, que permitiria propor produtos com custo baixo por alguns anos.
Outro candidato foi a crise economica da região de São Leopoldo causada pelo colapso do setor calçadista que reduziu sua produção, ou mesmo migrou para o Nordeste do país atras da mão de obra barata.
Ou ainda uma conjugação dos dois fatores, a competição acirrada fez com que apenas pessoas vivendo próximo da sede se tornassem alunos, mas o número de pessoas com condições de
pagar as mensalidades na região em torno de São Leopoldo também diminui, tornando ainda mais severa a crise.
O fato é que o número de alunos não cresceu conforme as expectativas, e a Universidade na verdade assistiu um declínio no número de ingressos ano após ano.
Crise financeira acabou inviabilizando a manutenção do modus operandi da instituição
que se viu forçada a mudar.
Apesar de ser plausível esta análise não consegue explicar muitas das ações e principalmente
o momento em que foram adotadas.
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